Aquela mulher, tão jovem, de sorriso tão suave assumiu uma
missão para sua vida diante do mundo: ser educadora. Resolveu doar o que
aprendera aos demais, o fazia por se querer e por se gostar. Não ganhava muito
provavelmente, porque aqui a educação não é valorizada, mas era Feliz. Sabia fazer das adversidades motivos para
superar e seguir adiante, e ao invez de exaltar o que faltava, agradecia pelo
que já havia conquistado.
Com isso enriquecia a vida dos demais. Saiu de casa almejando
voltar para o seio da sua família, para o abraço dos filhos, queria se deliciar
daquela nova receita que ainda não experimentara, tinha viagens que não havia
feito dentre tantas outras juras vãs. Não se pode fazer caber todas as promessas
e planejamentos às vezes de uma vida em apenas um dia. Não se pode prever
também quando “será este último dia” para que possamos encaixá-lo num único
momento e que este faça todo o resto ter valido a pena.
Não pensou que esta seria sua última aula, última conversa,
última palavra, último riso, último grito... Lembranças agora são muitas, que
deixou nos outros. Saudades aquela que faz pensar o quanto somos pequenos e o
quanto a vida se esvai num suspiro, num tiro. Esta, que de tão preciosa, nos é
roubada, assaltada, silenciada.
Mais um grãozinho no mundo se foi hoje. Não será o último,
infelizmente. Mas com certeza serás única aos olhos do pai e aos olhos do que
te querem bem.

“A tantas Goretes, Anas, Marias, Joanas, dentre tantas outras. Foram sem pedir, sem esperar, mas cumpriram seu papel no mundo. Todos estamos aqui de passagem.”
ResponderExcluirCamila, sábias palavras!
ResponderExcluirObrigada Kilvia!!
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