terça-feira, 11 de outubro de 2011


Aquela mulher, tão jovem, de sorriso tão suave assumiu uma missão para sua vida diante do mundo: ser educadora. Resolveu doar o que aprendera aos demais, o fazia por se querer e por se gostar. Não ganhava muito provavelmente, porque aqui a educação não é valorizada, mas era Feliz.  Sabia fazer das adversidades motivos para superar e seguir adiante, e ao invez de exaltar o que faltava, agradecia pelo que já havia conquistado.
Com isso enriquecia a vida dos demais. Saiu de casa almejando voltar para o seio da sua família, para o abraço dos filhos, queria se deliciar daquela nova receita que ainda não experimentara, tinha viagens que não havia feito dentre tantas outras juras vãs. Não se pode fazer caber todas as promessas e planejamentos às vezes de uma vida em apenas um dia. Não se pode prever também quando “será este último dia” para que possamos encaixá-lo num único momento e que este faça todo o resto ter valido a pena.
Não pensou que esta seria sua última aula, última conversa, última palavra, último riso, último grito... Lembranças agora são muitas, que deixou nos outros. Saudades aquela que faz pensar o quanto somos pequenos e o quanto a vida se esvai num suspiro, num tiro. Esta, que de tão preciosa, nos é roubada, assaltada, silenciada.
Mais um grãozinho no mundo se foi hoje. Não será o último, infelizmente. Mas com certeza serás única aos olhos do pai e aos olhos do que te querem bem.


3 comentários:

  1. “A tantas Goretes, Anas, Marias, Joanas, dentre tantas outras. Foram sem pedir, sem esperar, mas cumpriram seu papel no mundo. Todos estamos aqui de passagem.”

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