quarta-feira, 26 de outubro de 2011


Onde estão aqueles risos na varanda que deixei aportado nas lembranças? Dona Maria sei que demorei, entretanto estou aqui.
Não é tão tarde porque aprendi que nunca é tarde. Não é verdade Dona Maria? Quero todos os risos e não aceito nenhuma condição de troca. Vim de longe para recuperá-los...
Aonde vivo só encontro passos entre descompassos.
Tudo corre, passa largo, depressa... até as horas Dona Maria.
A senhora lembra que a vida era mansa, os ensejos de alegria tardavam a cruzar.
De tarde na varanda eu via tudo com olhos de esperança, nem sabia o que viria. Os vizinhos se comunicavam, trocavam uma xícara de chá,
Lá as trocas são diferentes, uma xícara de mel por outra de fel e a Paciência é uma virtude catada como quem procura um tesouro.
As pessoas andam despidas Dona Maria, mas calma, elas não andam sem roupas,mas andam nuas de caráter e coração. O egoísmo prevalece e o ter é mais importante que o ser. Em suas bolsas não há gentileza e sim farpas a serem lançadas no dia que percorre.
Eu posso levar o que me resta Dona Maria? Não vai lhe fazer falta nestes dias os risos que durante tanto tempo deixei aqui para fazer dos teus dias melhores que os meus?
Ou posso te levar comigo para a nossa alegria estar completa.


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