terça-feira, 30 de agosto de 2011

Dorme menina


Quantas vidas a mais nos serão tiradas?
Roubadas em alguma esquina,
Desapropriadas de alguma família.
Ausência que mata e nutre a cada dia a solidão.
Quantas lágrimas teremos ainda que enxugar?
Noites perdidas de esperas sem volta,
A dor é só uma e não passa, constantemente lamenta não ter ido.
Que consonância mais em desacordo esta da vida.
E sobra não muito, o vazio.
Este que nunca mais será preenchido com presença física.
O tormento, o lamento do pode não ser ou do não. Pode ser
Perderemos muitos ainda,
Um dia há de ser eu, há de ser você
Há como preVer?



2 comentários:

  1. Escrevi para amenizar uma dor alheia,
    Esta que não é minha, mas pode vir a ser...
    Meninas que se foram tão jovens,
    não tiveram tempo nem de dar um abraço apertado, ou aquele sorriso largo...
    Vão meninas, vão em paz!

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